Gordo, magro ou insuficiente: comportamentos dismórficos entre universitários
Abstract
A atividade física possui diversos benefícios para a saúde, porém, os exercícios têm sido motivados por insatisfação corporal, levando a um quadro de comportamentos dismórficos. Essa apreensão é um reflexo da mídia contemporânea, que influencia o desejo por corpos esteticamente idealizados e socialmente admirados nas redes sociais. Objetivou-se compreender os fatores que influenciam universitários a adotarem comportamentos alimentares e físicos dismórficos. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e analítico, que utilizou questionário sociodemográfico e entrevista semiestruturada para coletar dados empíricos entre universitários da área da saúde e praticantes de atividade física na cidade de São Luís-MA. Utilizou-se a análise temática proposta por Minayo para a compreensão das narrativas. A amostra foi composta por 10 entrevistados, obedecendo ao critério de saturação temática. Foram elaboradas três categorias de análise: 1) Magro, que discute a força da estética, da disciplina e da construção do corpo saudável; 2) Gordo, abrangendo o histórico familiar de obesidade e a vigilância corporal precoce, associadas à necessidade de regulação emocional; 3) Insuficiente, apresentando a imagem corporal e a validação externa, os influenciadores digitais e o autodidatismo em treinos e dietas radicais. A construção corporal desses homens é atravessada por expectativas sociais, familiares e midiáticas, estabelecendo práticas de dismorfia e riscos à saúde.
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