Fatores associados a piores níveis na escala de Burnout em professores da educação básica

Gustavo Kendy Camargo Koga(Universidade Estadual de Londrina), Francine Nesello Melanda(Universidade Estadual de Londrina), Hellen Geremias dos Santos(Universidade Estadual de Londrina), Flávia Lopes Sant’Anna(Universidade Estadual de Londrina), Alberto Durán Gonzáléz(Universidade Estadual de Londrina), Arthur Eumann Mesas(Universidade Estadual de Londrina), Selma Maffei de Andrade(Universidade Estadual de Londrina)
Cadernos Saúde Coletiva
September 1, 2015
Cited by 51Open Access
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Abstract

Resumo A Síndrome de Burnout resulta do estresse crônico no trabalho e é composta por três dimensões: exaustão emocional, despersonalização e realização profissional. Objetivou-se identificar, em professores da educação básica de Londrina, no Paraná, fatores associados a piores níveis nessas dimensões. Trata-se de estudo transversal realizado entre agosto de 2012 e junho de 2013. Foram pesquisadas características sociodemográficas, ocupacionais, relacionamentos na escola, violência contra o professor e Síndrome de Burnout por meio da escala Maslach Burnout Inventory (MBI). Pontuações > percentil 75 na MBI (exaustão emocional e despersonalização) ou < percentil 25 (realização profissional) foram consideradas como piores níveis. Foram realizadas análises bivariadas e múltiplas por regressão de Poisson. Participaram da pesquisa 804 professores. Após ajustes, relacionamento ruim/regular com alunos associou-se a piores níveis nas três dimensões da escala. Tempo insuficiente para família/lazer e relacionamento ruim/regular com pais permaneceram significativos para piores níveis de exaustão emocional e de despersonalização. Violência física, quantidade de alunos considerada ruim/regular e infraestrutura ruim da escola ainda se mantiveram associadas a piores níveis de despersonalização, enquanto oportunidade ruim/regular para expressar opiniões no trabalho associou-se à baixa realização profissional. Ambiente de trabalho hostil e outros fatores laborais devem ser priorizados por políticas de prevenção da Síndrome de Burnout em professores.


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