Análise estatística do trauma ortopédico infanto-juvenil do pronto socorro de ortopedia de uma metrópole tropical

Wilson Lino(Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), André Baldivia Segal(Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), Dulce Carvalho(Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), Marcelo Fregoneze(Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo), Cláudio Santili(Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo)
Acta Ortopédica Brasileira
January 1, 2005
Cited by 30Open Access
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Abstract

O trauma é um importante problema de saúde pública mundial devido às altas taxas de morbidade e mortalidade. O trabalho em questão considerou os traumas em pacientes com idade inferior a 18 anos e exclusivamente músculo-esqueléticos, atendidos num serviço de emergência ortopédica de um hospital metropolitano, no período de outubro de 2000 a junho de 2001, totalizando 340 protocolos. O objetivo foi permitir melhor conhecimento das características do trauma, proporcionando um planejamento adequado do atendimento, redução dos custos e estabelecimento de medidas preventivas. As lesões encontradas foram diferenciadas em leves ou graves. A faixa etária de escolares foi a mais acometida, totalizando 40% dos atendimentos realizados, destacando-se a queda como o principal mecanismo de trauma encontrado. O ambiente mais propício a acidentes foi o domiciliar e as extremidades foram a parte do corpo mais acometidas, tanto nas lesões leves quanto graves. Cerca de 64% dos casos foram leves. Os tipos de trauma mais freqüentes foram a contusão, seguida de fratura e entorse. Já os lactentes apresentam como importantes mecanismos de trauma a tração, pressão e a agressão, em sua maioria pelos familiares. Foi constatado que o fato da criança estar acompanhada de algum adulto não impede a ocorrência de acidentes, nem interfere na gravidade.


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